O prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes (Avante), anunciou nesta segunda-feira (10) um decreto de estado de emergência após as fortes chuvas que atingiram o município no último final de semana. Apesar das medidas anunciadas, o decreto reacende um debate recorrente: a falta de planejamento preventivo e a repetição de ações apenas depois que os prejuízos já estão instalados.
Segundo o gestor, equipes municipais teriam atuado desde o início das chuvas em diversos pontos da cidade. No entanto, moradores relataram alagamentos, quedas de árvores, vias bloqueadas e imóveis em risco, problemas que se repetem sem que soluções estruturais sejam implementadas.
“Os ventos arrancaram diversas árvores e algumas caíram sobre casas e interromperam o trânsito”, afirmou o prefeito, ao anunciar a ampliação das equipes de tapa-buraco, esgoto e poda de árvores. As medidas, embora necessárias, reforçam a percepção de que a prefeitura continua adotando respostas paliativas em vez de ações permanentes de prevenção.
Durante reunião pela manhã com a comissão responsável pela análise dos estragos, o prefeito decretou estado de emergência para solicitar apoio estadual e federal. Contudo, críticos questionam por que o município depende, durante o ano, de decretos emergenciais para lidar com problemas.
O prefeito também destacou o trabalho da Coordenação de Defesa Civil (CEOC), que presta suporte às famílias desabrigadas e atua em imóveis com risco de desabamento. Ainda assim, a situação expõe a fragilidade da infraestrutura urbana e a ausência de investimentos consistentes em drenagem e contenção de encostas.
Ao encerrar a reunião, Fabrício agradeceu o empenho das equipes e pediu colaboração da população. Entretanto, o cenário que se formou após as chuvas deixa evidente que Brumado carece de ações preventivas contínuas, planejamento técnico e obras estruturantes capazes de reduzir riscos e evitar que, a cada nova chuva, o município volte a depender de medidas emergenciais.
