As cuidadoras de creche de Brumado completaram, nesta semana, a terceira presença consecutiva nas sessões da Câmara de Vereadores sem conseguir espaço na tribuna livre para apresentar oficialmente suas reivindicações. Mesmo diante da negativa reiterada, o movimento mantém a mobilização e afirma que continuará ocupando o espaço público para dialogar com a sociedade.
Vestidas com camisas amarelas e portando cartazes que defendem o cumprimento da Lei Federal nº 15.326/2026, as profissionais voltaram a marcar presença no plenário, reforçando o caráter pacífico e organizado da mobilização. A principal reivindicação é o enquadramento da categoria como profissionais da educação, conforme estabelece a legislação federal.
Persistência diante da falta de espaço institucional
Apesar das tentativas formais de participação, incluindo solicitações via sindicato, as cuidadoras ainda não conseguiram utilizar a tribuna livre da Casa Legislativa. A ausência de fala oficial, no entanto, não tem impedido o avanço do movimento.
Durante as sessões, o grupo tem buscado visibilidade por meio da presença contínua, conversas com parlamentares e articulação com a comunidade local. Segundo integrantes, a estratégia é demonstrar que a pauta não se trata de um pedido isolado, mas de um direito respaldado em lei federal.
Mobilização ganha força nas redes sociais
Paralelamente à atuação presencial, o movimento tem ampliado sua comunicação por meio das redes sociais, especialmente no perfil “somostodosprof_bdo”, onde são divulgadas informações jurídicas, atualizações das mobilizações e esclarecimentos à população.
As publicações destacam que a luta das cuidadoras não é exclusiva de Brumado, mas faz parte de um movimento nacional pela valorização dos profissionais da educação infantil, especialmente após a promulgação da nova legislação federal.
Críticas ao Executivo e ausência de diálogo
Outro ponto recorrente nas manifestações é a falta de diálogo com o Executivo municipal. De acordo com a categoria, até o momento o prefeito não recebeu oficialmente os cuidadores para tratar da pauta, limitando-se a declarações públicas e promessas que, segundo o grupo, ainda não se concretizaram.
A postura reforça o entendimento já externado anteriormente por representantes da gestão, de que não haveria avanço nas negociações administrativas, o que tem levado a categoria a intensificar a mobilização política e social.
Movimento reforça legitimidade da causa
Mesmo sem apoio institucional efetivo até o momento, as cuidadoras afirmam que a mobilização seguirá de forma contínua. O discurso do grupo é unificado: a luta é considerada legítima, fundamentada na legislação federal e voltada à valorização de uma função essencial dentro da educação pública.
A permanência nas sessões da Câmara tem sido vista como uma forma de manter o tema em evidência e ampliar o debate público. Para as profissionais, mais do que uma reivindicação trabalhista, trata-se de uma pauta de interesse coletivo, diretamente ligada à qualidade da educação infantil no município.
Pressão deve continuar
Sem previsão de abertura da tribuna livre ou de reunião com o Executivo, a tendência é que o movimento continue ocupando os espaços institucionais e ampliando sua presença nas redes sociais e na comunidade.
A mobilização, que já ultrapassa três semanas consecutivas na Câmara, sinaliza que o impasse está longe de uma solução imediata — mas também evidencia a disposição das cuidadoras em manter a pressão até que suas demandas sejam formalmente reconhecidas.
