Comerciantes e trabalhadores autônomos de Brumado estão sendo alvo de um golpe conhecido como “golpe da falsa facção”. Os criminosos entram em contato por ligações telefônicas e mensagens, utilizando números divulgados publicamente pelos próprios profissionais para oferecer serviços e estabelecer contato com clientes.
Durante a abordagem, os suspeitos utilizam informações pessoais e profissionais das vítimas, como nome, endereço do estabelecimento e área de atuação, para tentar convencer os alvos de que estariam sendo monitorados por integrantes de uma organização criminosa.
Na sequência, os criminosos fazem ameaças e afirmam que o trabalhador estaria atrapalhando supostas atividades de uma facção criminosa na região. Em alguns casos, os golpistas dizem ainda que existe uma ordem para atacar a vítima e exigem o pagamento de determinada quantia via Pix para que a suposta represália seja cancelada.
A estratégia utilizada pelos criminosos busca provocar medo e fazer com que a vítima tome uma decisão imediata, sem tempo para verificar a veracidade das informações. O fato de os suspeitos apresentarem dados verdadeiros sobre o profissional também é utilizado para aumentar a credibilidade das ameaças.
Moradores que receberam esse tipo de abordagem já procuraram a Delegacia Territorial de Brumado para registrar as ocorrências. A orientação é que os casos sejam comunicados às autoridades para que os números utilizados nas tentativas de extorsão possam ser investigados.
Em caso de ligação ou mensagem com esse padrão, a recomendação é manter a calma e não negociar com os criminosos. A vítima não deve realizar transferências via Pix, fornecer novas informações pessoais ou seguir instruções dadas pelos suspeitos.
Também é importante preservar as mensagens, números de telefone, comprovantes de eventuais transferências e demais informações relacionadas à abordagem. Esses dados podem auxiliar as autoridades na investigação.
A principal orientação é interromper o contato e procurar imediatamente a polícia para registrar a ocorrência. O fato de os criminosos conhecerem informações básicas sobre o profissional não significa, por si só, que estejam realizando monitoramento presencial ou que pertençam a uma organização criminosa.
