Mesmo após a publicação do Decreto nº 101/2025, que estabelece regras rígidas para o recolhimento de animais soltos em vias públicas, cenas com cavalos e outros bichos circulando livremente continuam sendo comuns em Brumado. O decreto, assinado pelo prefeito Fabrício Abrantes (Avante), regulamenta a Lei Municipal nº 2.032/2025, que criou o Programa Municipal de Bem-Estar Animal e Castração, com foco na segurança pública e prevenção de acidentes.
O caso mais recente e trágico foi a morte do jovem Fernando dos Santos Dias, de apenas 23 anos, que colidiu com um cavalo solto na BR-030, na madrugada do dia 3 de julho. Fernando era estudante de Auxiliar de Logística e filho único. A perda abalou a cidade. Seu parente, Elias Nascimento Santos, cobrou providências:
“Fernando não foi o primeiro e nem será o último a ser vítima da imprudência dessas pessoas que criam animais soltos”, afirmou, pedindo mais fiscalização nas rodovias e áreas urbanas.
A dor também chegou à Câmara Municipal. Na noite da última segunda-feira (14), a mãe do jovem, Maria da Conceição Nascimento, usou a Tribuna Livre para fazer um apelo emocionado:
“Tá passando do limite. Antes era só nas pistas e estradas, mas hoje estão espalhados pelas ruas e terrenos baldios. Onde a gente vai, vemos cavalos e cachorros”, disse.
Ela lidera uma campanha para que outras famílias não passem pela mesma dor:
“É por ele, sempre vai ser por ele. Nós somos amor para eternidade.”
O decreto determina a apreensão imediata de bovinos, equinos, caprinos, ovinos, suínos, cães e gatos que estiverem soltos ou amarrados em locais públicos sem autorização. As multas variam de R$ 250 a R$ 500, com cobranças diárias pela permanência dos animais sob custódia. Reincidentes recebem punições mais severas.
Apesar das normas e de um projeto de lei já sancionado que prevê a criação de um canil municipal e punições aos responsáveis, a efetividade das ações é constantemente questionada por familiares de vítimas e pela população.
Enquanto isso, a presença constante de animais nas ruas e rodovias de Brumado continua sendo um problema grave e potencialmente fatal.
A pergunta que fica é: até quando?
