O assassinato brutal do Pai de Santo Josiel Bonfim, de 29 anos, chocou a cidade de Vitória da Conquista. O crime ocorreu dentro de seu próprio centro religioso, gerando uma onda de indignação e cobranças por justiça. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o vereador e assessor jurídico Alexandre Xandó detalhou a gravidade da situação.
Um histórico marcado por intolerância
De acordo com Xandó, que atua no projeto Machado de Xangô, Josiel já enfrentava episódios de violência há pelo menos três anos. O líder religioso, praticante da quimbanda, mantinha um histórico de conflitos com um vizinho de fé cristã, chegando a registrar diversos boletins de ocorrência.
“Desde sempre, para se reafirmar naquele espaço, ele e a sua comunidade tiveram muitas dificuldades”, relatou o vereador. A vítima deixa esposa e um filho de apenas 4 anos de idade.
O crime e a dinâmica da emboscada
As investigações preliminares indicam que o homicídio foi planejado. Criminosos encapuzados invadiram o terreiro, fizeram as pessoas presentes como reféns e executaram Josiel. Antes de fugirem, os agressores roubaram celulares e outros pertences das vítimas, o que levanta questões sobre a motivação real do crime.
Xandó ressaltou a gravidade de um atentado dentro de um espaço sagrado. Ele comparou a situação a outros contextos religiosos para evidenciar o peso do ocorrido: “Já imaginou a repercussão se um padre fosse assassinado dentro de uma Igreja ou se um pastor fosse assassinado dentro de um templo?”.
Cobrança por celeridade nas investigações
Embora as apurações ainda estejam no início, a comunidade aguarda respostas oficiais. Ainda não há confirmação se o assassinato está diretamente ligado à intolerância religiosa ou se houve outra motivação por trás da emboscada.
O assessor jurídico reafirmou que continuará cobrando das autoridades uma elucidação rápida. O objetivo é garantir que os responsáveis sejam punidos e que a liberdade de culto seja preservada na região.
