Diretora de abrigo feminino é presa por suspeita de tortura e desvios em Jequié

Foto: Divulgação

A diretora de abrigo presa em Jequié, no sudoeste da Bahia, é investigada por uma série de crimes graves contra mulheres acolhidas na instituição. A prisão temporária ocorreu nesta segunda-feira (23), durante a Operação Elas por Elas, deflagrada pela Polícia Civil.

A mulher, de 51 anos, é suspeita de tortura, peculato, estelionato e lavagem de capitais. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidos celulares, computadores, documentos e um veículo modelo Corolla Cross, que serão analisados no curso das investigações.

De acordo com as apurações, a diretora de abrigo presa em Jequié, na condição de presidente da associação, teria cometido agressões físicas e psicológicas contra mulheres acolhidas, incluindo uma adolescente de 17 anos.

As investigações indicam ainda a existência de irregularidades financeiras, com indícios de desvio de recursos públicos e movimentações bancárias suspeitas. Também foi identificada a instalação de câmeras de monitoramento em ambientes privados, caracterizando violação à intimidade das vítimas.

Segundo o diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, há provas contundentes da prática de violência. Em um dos registros analisados, a suspeita aparece agredindo uma adolescente por vários minutos, com ações como puxões de cabelo, tapas, arrastamento, imobilização e uso de corrente nos pulsos da vítima.

Além da prisão, a Justiça determinou o afastamento cautelar da diretoria da entidade e a nomeação de um interventor judicial para a administração provisória do abrigo. A decisão também autoriza o acesso aos dados dos dispositivos apreendidos.

As possíveis vítimas serão encaminhadas à rede de proteção social, onde receberão acompanhamento especializado.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Jequié, com apoio da 9ª Coorpin, da Deam de Vitória da Conquista, da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e de unidades policiais da região.

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