Formada há dois anos em Biomedicina pela UniFG, em Guanambi, Stephane Coelho Barbosa, de 24 anos, encontrou nas vendas de trufas uma alternativa para garantir renda enquanto busca uma oportunidade de trabalho na área em que se formou.
Moradora de Brumado, a jovem percorre as ruas da cidade comercializando trufas de diferentes sabores, como chocolate, beijinho e ninho. Os doces são armazenados em um recipiente térmico e vendidos por valores que variam entre R$ 2 e R$ 2,50.
Mais do que uma fonte de renda, o trabalho representa uma forma de contribuir diretamente para o orçamento familiar. Segundo Stephane, o dinheiro obtido com as vendas ajuda nas despesas da casa e no sustento da mãe, do pai e do irmão, que é autista.
No início, a jovem conta que teve receio de começar a trabalhar com vendas, principalmente por não estar acostumada com esse tipo de atividade. Diante da necessidade de ter uma renda, porém, decidiu enfrentar o desafio e acabou se adaptando à nova rotina.
Renda varia conforme o movimento
Os ganhos com as vendas não são fixos. O valor arrecadado depende do movimento de cada dia, o que impede Stephane de estabelecer uma média mensal de renda.
Mesmo com as dificuldades, ela continua apostando no trabalho com as trufas enquanto procura uma oportunidade profissional como biomédica.
Antes de começar a vender os doces, Stephane já havia trabalhado como babá, garçonete, freelancer e panfletista, sempre buscando alternativas para garantir uma renda.
Morando com a mãe e o irmão, a jovem também continua estudando e se preparando para ingressar no mercado de trabalho na área de sua formação.
Jovem busca oportunidade na área de formação
A história de Stephane representa a realidade de muitos jovens que concluem uma graduação, mas encontram dificuldades para conseguir o primeiro emprego na área de formação.
Enquanto não surge a oportunidade esperada, ela encontrou nas trufas uma maneira de seguir em frente, ajudar a família e manter vivo o objetivo de trabalhar como biomédica.
A rotina pelas ruas de Brumado mostra como a necessidade de renda pode levar profissionais formados a se reinventarem e buscarem alternativas para garantir o próprio sustento e contribuir com o orçamento familiar.
